As gafes que marcaram 2017

Ultimamente um dos assuntos mais comentados são as propagandas, e a internet acabou ajudando o movimento, afinal, uma vez na rede não tem mais volta.

Queira ou não, as campanhas que não são bem aceitas pelo público, são sempre as mais comentadas. E isso geram um impacto inesperado nas empresas que muitas vezes precisam revisar a mensagem ou até mesmo pedir desculpas pelo erro. Isso é comunicação, amigos.

Esse ano em especial foi repleto de polêmicas, veja algumas:

Um autojulgamento

Esse caso foi um tanto curioso, o órgão que regulamenta os anúncios foi denunciado por sua própria campanha. Sim, isso mesmo. Denunciaram a propaganda “Opções” do Conar ao Conar. A campanha foi assinada pela AlmapBBDO.

O filme falava sobre separar o gosto pessoal do que é ofensivo e ilegal, mas não foi bem aceita pelo público que defende a diversidade. A entidade abriu um processo para julgar a própria campanha.

 

O papel higiênico 

A campanha protagonizada pela atriz Marina Ruy Barbosa, assinada pela Neograma quis ousar no novo produto. Com as fotos de Bob Wolfenson, a atriz aparece vestida apenas com o papel higiênico em uma alusão ao “pretinho básico“.

Mas o grande problema foi porque a marca utilizou a frase “Black is Beautiful“, a mesma usada pelos americanos na luta contra o racismo, em busca de direitos e respeito. Um movimento que se espalhou pelo mundo e motivou muita gente a se orgulhar pelas suas características. Mais que rapidamente a internet percebeu o tom agressivo da campanha e demonstrou desaprovação pelo uso da referência tão significativa.

 

Gente boa também mata?

Depois de uma chuva de críticas e debates entre profissionais da área, a Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República (Secom) retirou imediatamente os cartazes da campanha “Gente boa também mata” que estavam distribuídos por várias cidades do país.

Para quem não acompanhou o caso, uma das peças mostra uma mulher com um cachorro no colo e a seguinte e impactante frase: “Quem resgata animais na rua pode matar. Não use o celular ao volante. Gente boa também mata”.

 

Comercial da JBS mostra carne vencida

Depois da grande polêmica com as empresas envolvidas na Operação Carne Fraca, a JBS veiculou o comercial intitulado “Qualidade é prioridade” para provar que suas carnes são confiáveis e têm um controle de qualidade rigoroso. Porém um detalhe, por descuido de algum setor na produção do vídeo, fez a marca virar motivo de piada. O vídeo mostra, aos 14 segundos, uma peça de picanha com a data de fabricação e vencimento de 2013. A empresa utilizou parte do seu banco de imagens para finalizar o filme, o que – por motivos óbvios- não deu muito certo.

Fonte: http://adnews.com.br/publicidade/5-gafes-de-marcas-que-marcaram-o-ano-de-2017.html

 

 

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Dove retira anúncio do ar e se desculpa após acusação de racismo

A Dove que é conhecida por seus discursos de empoderamento feminino, campanhas de aceitação de todos os tipos de corpos e belezas e uma das maiores marcas de cuidados pessoais do mundo mandou mal no último anúncio. Um gif publicado no Facebook aparecia uma mulher negra tirando uma camiseta marrom e por baixo, a mesma “se transformava” em uma mulher branca com uma camiseta mais clara. A marca que pertence ao grupo Unilever se desculpou dizendo que a real intenção era mostrar que o sabonete é ideal para todos os tipos de pele e publicaram o seguinte no Twitter:

“Lamentamos profundamente a ofensa que o anúncio causou”.

A publicação recebeu 1,3 milhão de comentários e mais de 3.700 reações. Alguns usuários ficaram indignados com o fato de, ao colocar a mulher negra primeiro, parece representar que o “sujo” fica “limpo” depois do uso do sabonete.

Em contrapartida, algumas pessoas que não viram racismo no anúncio comentaram: “Não há nada de errado no anúncio. Tudo parece ser racista hoje em dia. Não analisemos as coisas mais do necessário”, foi a resposta de uma das usuárias. “Estamos comprometidos a representar a beleza de todas as idades, etnias, formas e tamanhos”, insistiu Dove em sua resposta através da rede social

O pior de tudo é que não é a primeira vez que a marca é acusada de racismo em suas campanhas. Em 2011 uma campanha que mostrava três mulheres de diferentes etnias causou polêmica, isso porque na peça publicitária, a mulher negra ficava do lado a pele seca e áspera, enquanto a mulher branca ficava na parte da imagem da pele sedosa supostamente após usar produtos da marca.

DOVE 3 Dove faz campanha racista e se desculpa após reação do público

Em 2015, um bronzeador vinha descrito na embalagem que podia ser usado em pessoas com “peles normais e negras” como se somente a pele branca fosse normal.

DOVE 2 Dove faz campanha racista e se desculpa após reação do público

 

A modelo Lola Ogunyemi declarou que se soubesse que seria representada como inferior, não aceitaria o trabalho: “Se eu tivesse a mínima noção de que eu seria retratada como inferior, ou como o ‘antes’ de uma edição com antes e depois, eu teria sido a primeira a dizer um enfático ‘não'”, escreveu no jornal Lola Ogunyemi, que é de origem nigeriana. “Isso vai contra tudo o que eu acredito”, acrescentou.

Lola disse que estava muito feliz em participar de um comercial para promover a força e beleza da mulher negra, por isso ficou chateada ao saber do que a propaganda gerou na internet.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/09/internacional/1507534363_972211.html

http://entretenimento.r7.com/blogs/blog-da-db/dove-faz-campanha-racista-e-se-desculpa-apos-reacao-do-publico-20171009/

https://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/se-eu-soubesse-teria-negado-diz-modelo-que-apareceu-em-anuncio-da-dove-criticado-por-racismo.ghtml

CONAR avalia denúncia do …. Próprio CONAR

As campanhas e comerciais têm se tornado assuntos cada vez mais falados, e com a internet, ficou ainda mais fácil o acesso e opiniões de diferentes públicos. Com esse movimento, o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação) tem recebido muitas denúncias, e por incrível que pareça, uma dessas é sobre sua própria campanha “Opções” assinada pela AlmapBBDO.

O trabalho conta com dois filmes, ambos dividem a tela em duas partes, mostrando elementos visualmente opostos, enquanto a narração diz: “já pensou se todo comercial tivesse que ter opções para agradar a todo mundo? Por isso que existe o Conar. Para separar o que é gosto pessoal do que é ofensivo e ilegal”.

Um dos vídeos mostra duas famílias no café da manhã. Na mesma mesa e ambiente, os movimentos são parecidos, mas tem diferenças fundamentais. Um lado da tela mostra um casal heterossexual, um filho acima do peso comendo chocolate e uma filha acariciando um gatinho. O outro exibe um casal homoafetivo de mulheres, com um filho mais magro e uma filha que faz carinho em um lagarto.

De acordo com as críticas do público em geral e a opinião de alguns profissionais do mercado, tratar como “gosto pessoal” movimentos de comunicação que podem ser encarados como preconceito e discriminação é um retrocesso com relação aos debates relativos a diversidade e representatividade que o mercado tem tentado enriquecer.

O Conar está avaliando ainda a possibilidade de abrir processo para julgar o viés de sua própria campanha publicitária.

 

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/conar-podera-julgar-campanha-do-proprio-conar/