As ações publicitárias que desarmaram a corrupção

No começo de maio, a FCB Brasil criou, para o Estadão, uma plataforma digital para trazer aos leitores uma noção de qanto custa a corrupção no Brasil. “De Real para Realidade” calcula quanto os valores desviados custam e onde poderiam ter sido aplicados em bens e serviços públicos. Em dias como temos vividos ultimamente, vale relembrar outras iniciativas que de alguma maneira mostram argumentos fortes e impactantes contra esse mal que freia o desenvolvimento das cidades, estados e países, além de aumentar a desigualdade social no mundo.
Confira:

Será que o brasileiro elegeria tantos corruptos se tivesse informações facilitadas sobre o histórico de podres de cada uma destas figuras? Pensando nisso, a Grey Brasil criou para o site Reclame Aqui um plug in especial. O dispositivo para Google Chrome destaca em roxo os nomes de políticos que estão respondendo a processos na justiça, sejam eles indiciados, investigados, réus ou condenados.

A Corrupção precisa ser exposta. Simple assim é a peça criada pela Cheil ucraniana para a Transparência Internacional.

O que a corrupção tem a ver com o problema da educação? Para não deixar dúvidas sobre a resposta, a Escala criou a campanha abaixo para a fundação Banco de Livros. Clique aqui

Você já parou para pensar sobre o destino dos recursos desviados das obras através da corrupção? A peça abaixo, criada pela Ogilvy & Mather do Japão, evidencia bem essa questão.

Quantas vezes você já ouviu a expressão “sujar as mãos com a corrupção”? A agência Gogelmogel, da Lituânia, criou um “sabonete de dinheiro” para ajudar a debater a questão.

O impactante filme abaixo compõe a campanha “Não aceito corrupção” e foi criado pela Flag para o Movimento Ministério Público Democrático (MPD).

Para quem acha que rir é sempre o melhor remédio, a campanha abaixo, criada pelo Ragazzo, ironiza o período de “Lava-Jato” e suas delações premiadas.

 

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Como trabalhar o marketing no atual cenário político

Uma das máximas da indústria da publicidade ensinava que é bem mais difícil planejar, pensar e criar uma campanha quando um produto é ruim.

Os publicitários, profissionais de marketing e de relações públicas têm agora imensos desafios pela frente, a começar pela repercussão, hoje, imediata, sobretudo pela pujança das redes sociais. Também, no horizonte, surgem oportunidades singulares a esses profissionais.

Há um inconsciente coletivo no ar que propaga a chama de que, na política, todos são iguais. Se, na política, as suspeitas são colossais, o brasileiro assiste, atônito e impassível, a um Judiciário que deve inúmeras explicações à opinião pública. A principal dúvida: falta neutralidade/independência às decisões técnicas que emergem dos tribunais e do plenário do STF?

Nos anos 70, não havia o patrulhamento ideológico que se vê agora em relação ao refrigerante, ao cigarro, à bebida alcoólica, ao açúcar, à carne vermelha… O tal cigarrinho de chocolate era um sucesso e muitas crianças tomavam “refrescos coloridos” em embalagens plásticas que tinham o formato de armas.

Faltava a democracia, sobrava a repressão, os generais se sucediam no poder. Foi nos Estados Unidos – e não aqui – que se viu um presidente deixar o mandato por ter mentido e obstruído a Justiça.

Parece que somos parte de um mundo em que há patrulhamento e liberdade na mesma proporção, como se esses elementos duelassem continuamente. Tornamo-nos vigias de boas práticas que recomendamos aos outros – na terceira pessoa, é claro-, para que fiquemos fora delas, desobrigados (por nós mesmos) de cumprir o que prescrevemos… Éramos felizes e não sabíamos? Os dias eram assim?

A campanha eleitoral de 1989 talvez tenha sido o primeiro sopro para que a gente consiga olhar (já que compreender é bem difícil) para a divisão no Brasil de hoje. Mas parece um tanto quanto injusto atribuir toda essa penosa responsabilidade a ela.

Fernando Collor de Mello (eleito governador de Alagoas pelo PMDB, o mesmo PMDB que está aí no olho do furacão) surge pelo desconhecido e inexpressivo PRN prometendo o que a sigla assegurava: a reconstrução nacional. Collor falava de modernização, de colocar o País par e passo com o que havia de mais atual naquele mundo que se abria com a glasnost, a perestroika e a queda do Muro de Berlim. Collor queria dar um ippon na inflação, enfrentar a reserva de mercado que nos impingia atraso. Collor corria no entorno do Lago Paranoá, praticava judô, caratê, andava de Ferrari… Deu no que deu. Corrupção. Impeachment. Dor. Desilusão.

Vinte e cinco anos depois, e parece que existe alguma perversidade quando se diz que a história é cíclica, no duelo entre coxinhas e mortadelas, perdemos todos. Perdemos o humor, a capacidade de improviso, a versatilidade, perdemos as manhas e as artimanhas de tirar um coelho da cartola, uma carta da manga. Perdemos o bom senso. Perdemos a verve democrática de respeitar minimamente quem pensa diferente. Acentuamos a vitória de um olhar binário, de torcida organizada sobre os processos políticos que nos cercam. O vício e a virtude; o inferno são os outros.

Mais do que o marketing politico que humaniza, que faz o candidato subir num bode, comer buchada, abraçar criancinha na farmácia, no posto de saúde, na escola, na padaria, mais do que jogadas cênicas na cidade, do que transmissões ao vivo no Facebook, o desafio está posto: fazer com que o brasileiro acredite de novo. Acredite nele, na política, nos políticos, reveja a lógica de que é tudo igual. O desafio também está posto porque o ceticismo e a descrença preponderam, o que contraria a nossa lógica de povo.

Os profissionais de marketing terão de encontrar a fórmula “mágica”: como humanizar em meio à desilusão, como dar esperança para quem a perdeu, como fazer sonhar quem se vê em meio a um maremoto ou a um pesadelo, como fazer o brasileiro voltar a ser brasileiro ? E qual é a responsabilidade de cada um de nós no processo que nos levou a essa sensação de que a nação está à deriva?

Nos versos de Guimarães Rosa, “o correr da vida embrulha tudo./ A vida é assim: esquenta e esfria,/ aperta e daí afrouxa,/sossega e, depois, desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

Pepsi dá dica de quem pode ser o novo dublador do Limão

No último comercial de Pepsi Twist que foi ao ar, o ator Bruno Mazzeo, que era o dublador de um dos limões protagonistas, “abandonou” o estúdio durante as gravações ficando, deixando personagem sem voz.

A brincadeira deu inicio a segunda fase da campanha “Procura-se um dublador para o Limão”, que está sendo veiculada no ambiente digital, aliada a uma irreverente ativação que será seu principal desdobramento – uma Cabine de Dublagem no Shopping Villa Lobos, para que os consumidores possam tentar assumir a nova voz do Limão.

Mas ontem, em um suposto “spoiler” do novo dublador, a marca postou em sua página do Facebook um homem de costas, usando um colorido e maluco chapéu. Tudo leva a crer que o Limão agora ganhará a voz do icônico humorista Sérgio Mallandro, que nos últimos anos já fez campanhas para marcas como Bom negócio, Honda, Doralgina e a escola de idioma People. A brincadeira na fanpage da marca já gerou mais de 68 mil visualizações em poucas horas. Confira:

Morre José Zaragoza, publicitário fundador da DPZ

Na madrugada desta segunda-feira (15), a publicidade brasileira perdeu um de seus maiores nomes: José Zaragoza, que estava com 86 anos e também era cineasta e artista plástico. Ao lado de Francesc Petit, que morreu em 2013, e Roberto Duailibi, Zaragoza fundou a DPZ (hoje DPZ&T,) em 1968, uma das agências mais icônicas da história da propaganda brasileira. Espanhol, nascido em Alicante, o publicitário está desde 1952 no Brasil.

Como publicitário, Zaragoza iniciou a carreira na Thompson, na posição de diretor de arte. Mais tarde se transferiu para Nova York, onde estagiou na NBC. Por fim, antes de criar a DPZ, fundou o estúdio de design gráfico Metro 3 ao lado de Ronald Persichetti e Francesc Petit. Multifacetado, além de pintar e fazer propaganda, Zaragoza foi o primeiro presidente do Clube de Criação de São Paulo e lançou diversos livros como Revisão, Olimpíadas e Layoutman.

Segue abaixo o comunicado da DPZ&T:

Seus múltiplos talentos, bom humor e irreverência não dão conta de explicar o significado e a importância de Zaragoza para a publicidade brasileira e o mercado que ele ajudou a criar. É preciso falar em generosidade, fibra, sensibilidade, paixão, respeito, energia imensa e amor pelas boas coisas da vida. A prova disso é a quantidade de amigos e admiradores que conquistou, inspirou e influenciou.  

Catalão por nascimento, mas brasileiro por opção, o pintor, cineasta, artista plástico e publicitário chegou ao Brasil em 1950 e sempre conciliou a arte dos pincéis com a propaganda.

Em 1968, com os amigos Francesc Petit, seu conterrâneo falecido em 2013, e Roberto Duailibi, fundou a DPZ, agência que colocou a propaganda brasileira no topo da criatividade mundial e se tornou exemplo de elegância, verdade, integridade e ética em nosso mercado. Nos longos anos de dedicação à propaganda ajudou a formar inúmeros profissionais que o consideravam um líder e mestre. Exigente nos detalhes, trabalhou incansavelmente na construção de marcas icônicas e admiradas e na criação de campanhas inesquecíveis e personagens atemporais.

Formado pela Escola Superior de Artes de Barcelona, Zaragoza nunca deixou de lado as artes plásticas e se dedicou à produção artística até o fim da sua vida, tendo feito mais de 200 exposições que circularam o mundo e lhe garantiram reconhecimento internacional.

Casado com Monique Zaragoza, que o acompanhou por mais de cinco décadas em todos os seus projetos de vida, Zara, como era carinhosamente chamado pelos amigos, deixa os filhos Frederic, Kitu, Diego e Inés e sete netos.

Aos colaboradores da DPZ&T, clientes e amigos, deixa um legado de intenso amor às artes e à agência que ajudou a fundar e que se tornou ícone no mercado.

Seu corpo será velado amanhã (terça-feira), das 9h às 12h, no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, e será cremado em cerimônia reservada à família.

Game Job, a competição que vai desafiar a sua criatividade

Quem é da área de publicidade e design sabe o quanto uma campanha requer criatividade e envolvimento. Agora imagina desenvolver um projeto usando apenas 48 horas e que só pode utilizar dos laboratórios da universidade? Irado né?!

É esse o desafio dos grupos do Game Job, criar peças publicitárias baseadas no case criado pela Agência Escola Marco Zero, utilizando apenas os laboratórios da Unigranrio e em 48 horas.

As fotos e vídeos sobre o evento serão divulgadas pelas redes sociais da MZ, Canal Unigranrio e o pessoal que estiver participando também vai compartilhar o andamento da produção usando a #GameJob.

A defesa e premiação acontecerão nos dias 23,24 e 25, na Semana de Comunicação da Unigranrio. E por falar em Semana de Comunicação, a Unigranrio separou muita coisa legal, como palestras, shows, gincanas e etc.

 

 

Tecle 180 e descubra a “Verdade Escondida” por trás desta campanha

“Verdade Escondida” é o nome da campanha criada pela agência Ogilvy Brasil para a BandNews. O filme mostra três famílias distintas onde, num primeiro momento, os depoimentos parecem não ter nada de incomum das famílias normais, mas na verdade eles escondem casos de violência doméstica.

A ação tem o intuito de estimular a denúncia por parte de quem sofre com o problema e precisa de ajuda.

 

Os vídeos foram postados exclusivamente pelo Youtube para mostrar a realidade que de fato assola as famílias retratadas. A agência usou como recurso os atalhos do teclado do próprio Youtube – quando se está assistindo um vídeo na plataforma, é possível fragmentá-lo ao digitar uma das teclas do computador, de 1 a 0. O vídeo, portanto, fica dividido em 10 partes iguais, sempre proporcionalmente ao seu tamanho.

O que a Ogilvy fez foi juntar palavras já presentes nestes depoimentos e com elas formar frases de denúncia. A partir de determinado tempo, depois que a pessoa começa a contar a sua história, aparece a seguinte mensagem escrita no vídeo: “Quer ouvir a verdade? Digite agora 180 no teclado do computador”. Ao digitar este número, o vídeo é editado juntando três palavras diferentes e formando assim uma frase de denúncia.

Cada vídeo recebe uma frase-denúncia própria. Ao digitar 180, “Ele me bate” surge no relato da mulher que fala da sua história de vida com o marido, do momento de emoção quando foi pedida em casamento, da festa que estão organizando juntos, tudo aparentemente muito feliz. “Tô presa em casa” aparece em outro depoimento de mulher – a esposa, ao lado do marido, relata que o programa preferido do casal é ficar em casa vendo TV e que ele não gosta que ela saia pela questão da violência das ruas. “Ele abusa dela”, por sua vez, completa a campanha com o depoimento de um irmão ao descrever a relação de sua irmã com o pai deles –  ele fica muito tempo com ela [ao passar o dia] estudando para o vestibular.

Em caso de necessidade e possibilidade, disque 180. É o número da Central de Atendimento à Mulher, canal criado para receber denúncias e orientar mulheres vítimas de violência.

Sky mostra que todas as mães são iguais, até as dos vilões

O dia das mãe se aproxima e, como de costume, as marcas fazem campanhas fofas e que mexem com nosso emocional.
Com a Sky, esse ano foi diferente, eles pensaram em algo bem humorado pra mostrar que mãe é tudo igual mesmo, sendo o filho boa ou má figura e aproveitaram para incluir as véias no mundo digital.
Assinada pela Ampfy, a campanha traz a mãe de Harley Quinn, do filme Esquadrão Suicida, e a mãe do Conde Drácula. Em depoimentos sobre seus filhos, elas só conseguem ver características positivas e boas ações. Os dois filmes terminam com o conceito da campanha: “Para sua mãe, você será sempre o herói”.
Confira abaixo o primeiro vídeo que foi veiculado nas redes sociais da Sky, com a hashtag #MãeSendoMãe, e estará visível no UOL, na Globo.Com, em plataformas de vídeo e de games mobile:

 

“Esta será a primeira campanha de vídeo on line da Sky com criação e produção exclusiva para este ambiente. Procuramos refletir nela uma linguagem própria do usuário digital da Sky. É a tradução do nosso DNA de entretenimento independente da plataforma”, afirma o diretor de marketing da Sky, Alex Rocco.

“Utilizamos o humor para o dia das mães, contrariando uma lógica intuitiva de criar campanhas mais emotivas. Dizem que mãe é tudo igual. As de vilões não são diferentes”, completa Fred Siqueira, CCO da Ampfy.

FICHA TÉCNICA:

CCO: Fred Siqueira
Diretor de Criação Associado: Will Ferrari Jr
Redator: Américo Vizer
Diretor de arte: Daniel Tomazini
Assistente de arte: Thiago da Costa e Milena Kotaki
CEO: Pedro Cabral
Atendimento: Marcel Buainain e Felipe Pagliari
Social Media: Bruno Érnica, Paulo Bellé e Conrado Rodrigues
COO: Douglas Bocalão
Projetos: Rodrigo Ribeiro e Katerine Dimas
Produção: Vicky Salles, Adriana Souza e Francine Tieko
CSO: Gabriel Borges
Planejamento: Carol Santos e Tiago Tateyama
Mídia: Carol Gattás e Nath Linari
Cliente: Alex Rocco, Alex Greif, Adriana Orlandelli, Thelu Leal.
Produção de Filmes: Zeppelin Filmes
Direção: Luiza de Andrade
Assistente de Direção: Priscila Moreira
Atendimento Zeppelin: Pedro Cerqueira
Diretora de arte: Thabata Picasso
Diretor de Fotografia: Felipe Hermini
Produtor Executivo: Ricardo Baptista
Diretor de Produção: Severo Lira
Montagem: Alexandre Jardim
Finalização: Clandestino
Produtora de Som: Audioman